Super Mario

Já vou adiantar à vocês que não sou nenhum perito em videogames e nem um cara que é viciado em games, pelo contrário fui ter meu primeiro videogame com quase 10 anos de idade. Lembro-me como se fosse ontem, minha mãe voltava do Shopping com aquela caixa enorme, eram tempos difíceis e minha mãe teve de revirar o bolso para me dar de presente, pois mais que os outros meninos da rua já tivessem o mesmo modelo há anos eu estava tão surpreso e abobado com aquele presente. Finalmente ganhava meu Super Nintendo.

Super nintendo

 

E que videogame era aquele, simplesmente o mais incrivel videogame que eu poderia ter; quem nasceu nos anos 90 entende o que estou falando.  Meu primeiro cartucho foi O Rei Leão, que já vinha como brinde, um joguinho de gráficos tão simplistas comparados ao  de hoje. Passei horas e horas jogando aquele jogo tão simples que só necessitava de uma simples televisão de tubo.

No dia seguinte até meus avós se sentavam para jogar, e eles vibravam tanto quanto eu,  acho que despertou um pouco da criança interior que havia neles. Eu ficava tão contente de poder sentir essa alegria neles.

Uma vez por mês minha mãe me levava em uma cidade próxima para comprarmos mais cartuchos, e quando eu voltava sempre convidava meus amigos para jogar, ficavamos horas e horas jogando, fazendo campeonatos e mesmo que se faltasse um controle não tinha problema, fazia-se uma fila e dava um jeito de todos jogarem. Trocavamos cartuchos usados, iamos em locadoras para alugar aquele jogo que tanto queriamos.

Era tudo diferente.

Existem coisas que só quem viveu nos anos 90 vai entender, só quem teve um SNES vai entender, talvez eu seja um pouco saudosista sim, mas o que eu mais sinto falta nessa geração é a falta de interação entre as crianças, elas jogam com milhares de crianças simultaneamente mas não tem nenhum amigo real sentado no mesmo sofá, comendo uma pipoca enquanto joga.

Meu irmão tem um XBOX One, dia desses fui tentar jogar, fiquei uma hora para atualizar uns “trecos” e mais uma meia hora para criar conta  e depois disso tudo não consegui ficar  nem meia hora jogando, mesmo com aqueles gráficos incriveis. Sem contar nos jogos violentos com gráficos perfeitos que deixam até adultos assustados.

Enfim, talvez o maior atrativo no Super Nintendo não fosse somente o jogo, mas sim ter os seus amigos realmente próximos, aqueles jogos simplistas nos faz relembrar tempos em que éramos realmente inocentes, tempos em que convivíamos mais com os outros, por isso muitos não se desfazem do seu SNES, para sempre ter aquela lembrança de um tempo que não voltará mais.

“As crianças de hoje nunca saberão a alegria de fazer a mágica de um jogo funcionar com um sopro”